terça-feira, 12 de julho de 2011

Prosa Poetica

Das Vezes

De tudo que vivi, neste outono ... Tem coisas que inventei
Mas... Prefiro voltar no tempo , dizendo da infancia.
...Que deitada a beira do ribeirão  sonhava acordada.
Enquanto a mimosa plantinha dormideira dormia.
Do Chorão o vento trazia choramingos,

Minha alma enebriada ficou a beira daquele ribeirão.
Dos sonhos que inventei ou vivi...
Hoje nas folhas secas, 
 Sinto deste outono saudades dos anos que correram velozes.

Ainda assim neste tempo que me enternecem,
recordo a criança que de pés descalça brincava na fina areia.

Nos dias da vida real, risos dos sonhos de outrora,
Do que escrevi, esqueci a brincadeira...
A menina ficou na Berlinda.

Anna Ribeiro.

Trovas

Agora Outono
Outro tempo...
Quero sementes sem dono
Brotando em novo tempo.

            ***
O tempo meus olhos embaçam
Hoje todos os ais...
Em dias que avamçam
Penso não ver- te jamais.

            ***
A cada instante que avança
Não ficarei sem teu olhar
Se teus olhos embaçam
Venha logo me abraçar

          ***
Da janela estilhaçada
Ainda vejo a aurora,
Assim abraçada,
Na desordem que ali aflora.

           ***
Flores sem perfume,
Mesmo que amor
Enxugando queixume
Alvoroçando o ciume.

           ***
Nesta minha vida
Quando a saudade invade
Não tem outra saida
Restando a solidão da tarde.

          Anna Ribeiro.




                                                               

Alem das Janelas

Em caminhos certos, como incertos
Tal como abismo, não imagináveis,
Como nos sonhos vai caindo lentamente...
Neste caminho estranho, vê paredes sem janelas

Um espaço de começo sem fim...
Reluz o fio prata na cabeça de anjo.
Ainda inerte ... Sonhos sem cores de sentimentos,
Nas embaralhadas turvas lembranças.

Em evidências sensíveis,
Percebeu estar alem da linha da compreensão...

De alma sem corpo,
Partiste sem despedir.

                         . Anna Ribeiro